A Importância da Ciência e Tecnologia para um País

Todos nós sabemos ou deveríamos saber que um país somente se desenvolve com o domínio da ciência e da tecnologia. Exemplos não faltam mundo afora de países que mudaram o seu destino em poucos anos com investimentos em educação, com naturais e consequentes efeitos positivos em ciência e tecnologia. Um dos exemplos mais marcantes é o da Coréia do Sul que na década de 60 era uma das nações mais pobres do mundo, destroçada por uma guerra que destruiu 25% da riqueza nacional e matou 5% da população civil. E hoje tem um PIB per capita quase três vezes superior ao brasileiro e uma economia impulsionada pela alta tecnologia.

O que vemos no Brasil há vários anos é um caminho na contramão do caso citado, com redução de recursos investidos em Ciência e Tecnologia e pensamentos imediatistas de redução de gastos, incluindo a educação esse rol. Aliás, é importante ressaltar que não existe uma boa ciência e tecnologia sem uma boa educação. É preciso ficar clara a diferença entre gasto e investimento, sob pena de condenarmos o nosso país a ser um eterno exportador de matéria prima, de baixo valor agregado, e importador de produtos acabados, de alto valor agregado. Um exemplo, o Brasil exporta minério de ferro à China e importa trilho e a diferença entre o valor da matéria-prima que o país exporta e o do produto acabado que importa chega a US$ 714 por tonelada.

É importante o país definir áreas estratégicas, respeitando as realidades regionais e investir em infraestrutura e em recursos humanos nessas áreas. Recentemente perdemos uma grande oportunidade para isso no programa “Ciência sem Fronteiras” em que forma investidos em um curto período cerca de 10 bilhões de reais e cujo resultado para a Educação, Ciência e Tecnologia no país foi pífio. Não foram definidas áreas estratégicas, não houve seleção das melhores Universidades e Centros de Pesquisa no mundo nas áreas selecionadas para o estabelecimento de intercâmbio e, tão pouco, foram selecionados os melhores alunos para usufruir do programa com bolsas no exterior. Também poderia ter sido pensado em investir uma parte dos recursos do programa para a construção de centros de pesquisa no Brasil para atrair os alunos bolsistas no seu retorno ao país.

Para desenvolver um país em educação, ciência e tecnologia é preciso vontade política, planejamento, continuidade nos investimentos e agências de fomento prestigiadas e eficientes. O que assistimos nos últimos anos é a ausência de todos esses ingredientes, o que infelizmente não dá ao país perspectiva de mudar de status em curto e médio prazos, o que pode enfraquecer ainda mais a economia e agravar as desigualdades sociais existentes. É preciso refletir e agir sobre o tema.

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