Estudo contratado à FUNPEC definirá local do Porto-Indústria Multipropósito do Estado

O Rio Grande do Norte vai definir nas próximas semanas a área onde será construído o novo Porto-Indústria Multipropósito do Estado, que promete ser a base para viabilização da exploração da energia eólica offshore no RN e exportação de outros produtos — como o hidrogênio verde — tornando o Estado pioneiro no segmento. Os estudos contratados pelo Governo do Estado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, por meio da FUNPEC ainda em maio de 2021, estão avançando e a última entrega apresentou quatro áreas possíveis para o porto. Com isso, a equipe econômica e energética da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) terá de definir o melhor local para prosseguimento dos estudos.

De acordo com o coordenador energético da Sedec, Hugo Fonseca, as quatro áreas apresentadas pelo projeto contratado junto à UFRN estão localizadas à margem esquerda do Rio Potengi e nas faixas litorâneas das cidades de Touros, Caiçara do Norte e Porto do Mangue. As áreas foram apresentadas em reunião na última pelo professor Mario Orestes Aguirre Gonzalez, do Departamento de Engenharia de Produção da UFRN.

Os estudos apresentam as potencialidades de quatro áreas, levando em conta seis critérios técnicos: disponibilidade de área e infraestrutura, conectividade  com rodovias e proximidade com rotas de navegação, profundidade da área marítima, características ambientais, aspectos socioeconômicos e condições meteocenográficas e geológicas.

“Esses critérios foram identificados na literatura, relatórios técnicos e em expertises mundiais. O Porto precisa de área e infraestrutura. O de Natal, por exemplo, para expansão ou para atender o setor eólico, ficou limitado, pois não há área para expansão”, explica o professor Mário González. O grupo de estudo conta com professores do Reino Unido e Dinamarca.

No atual momento, o estudo se encontra na fase II, que foi justamente a seleção das áreas que podem receber o porto. Segundo o professor Mário González e Hugo Fonseca, coordenador energético da Sedec, muito mais do que uma área “mínima” para se instalar um porto dessa magnitude, a área escolhida precisa ser um local com capacidade expansiva para as próximas décadas. A expectativa é de que essa área mínima seja de 5.000 hectáres.

Estudos

Os estudos foram contratados pelo Governo do Estado junto à UFRN, por meio da FUNPEC, em maio do ano passado, por R$ 1,1 milhão. Atualmente, o diagnóstico só pode ir para a terceira fase após a seleção por parte do Estado.

As próximas fases são fundamentais, segundo explica o professor Mário Gonzalez. Segundo o plano de estudo, serão feitos estudo de viabilidade técnico-econômica-ambiental (EVTEA) para o porto-indústria; identificação e caracterização das partes interessadas do porto-indústria e também a elaboração do plano estratégico para operacionalização e para o desenvolvimento da cadeia produtiva e industrial.

Números

5 mil (ha) 

É a dimensão em hectares da área que será escolhida para a instalação do Porto-Indústria Multipropósito no RN.

R$ 1,1 mi

É o valor investido pelo Governo do Estado no diagnóstico para a instalação da futura estrutura portuária.