FUNPEC doa material para confecção de 600 protetores faciais

Em mais uma ação para ajudar no combate ao coronavírus, a Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura – FUNPEC doou na manhã desta quinta (28) um vasto material para confecção de faces shields (protetores faciais). Foram entregues ao Instituto Santos Dumont 100 folhas de acetato e 20 quilos de filamento para impressão 3D. Os dois componentes vão proporcionar a confecção de 600 máscaras.

A linha de produção foi montada no final de março por professores e alunos do mestrado em neuroengenharia do centro de pesquisas do Instituto, sediado em Macaíba. Por alguns dias, a linha de produção ficou parada por falta de matéria-prima. “Estávamos sem disponibilidade de acetato, material usado na parte frontal dos equipamentos”, disse o coordenador de pesquisas do Instituto, Edgard Morya. “”Porém com a doação da FUNPEC, ganharemos um novo fôlego na linha de produção”, afirmou.

Para o Diretor Geral da FUNPEC, Prof. André Maitelli, “a Fundação tem feito seu papel em apoiar iniciativas inovadoras no combate à pandemia que assola o mundo. Esses protetores serão enviados para hospitais e destinados a profissionais de saúde que estão na linha de batalha”, disse.

Os materiais deverão impulsionar a produção, que no primeiro mês de produção alcançou o total de 1.180 equipamentos, com um ritmo de 100 peças produzidas por dia. Os produtos chegaram mais  50 hospitais, serviços de urgência e emergência e maternidades do Rio Grande do Norte, distribuídos entre 17 municípios. 

Tecnologias

O Instituto submeteu um projeto ao Ministério da Ciência e Tecnologia em busca de recursos para ampliar a produção de máscaras-escudo e tirar do papel, também, novos dispositivos necessários ao enfrentamento da doença. Um dos projetos é a criação de uma espécie de cilindro de proteção para uso na cabeça de pacientes internados com a Covid-19. O produto, feito de acetato, foi desenvolvido por alunos do mestrado e seria uma opção mais barata e fácil de usar, reduzindo os riscos de contaminação do ambiente e aumentando o nível de proteção dos profissionais. Seria uma alternativa a caixas de acrílico que hospitais brasileiros começaram a usar e que chegam a custar entre R$ 400 e R$ 500 por peça.

“No nosso projeto calculamos um custo em torno de R$ 50 por peça”, ressaltou Edgard Morya. Paralelamente, alunos e pesquisadores também trabalham no desenvolvimento de respiradores mecânicos, essenciais a pacientes com falta de ar aguda, e esperam a chegada de sensores necessários ao controle da respiração para fazer os primeiros testes em laboratório. Os sensores, em falta no Brasil, virão da China.“Os alunos fizeram um pedido para a realização dos testes. Uma vez que o sistema funcione, o conhecimento será disponibilizado ao mercado”, garantiu Morya.