Maternidade Januário Cicco realiza mais de 100 mil procedimentos por ano

Missa Comemorativa dos 70 anos da MEJC. Foto: Anastácia Vaz

Esta quarta-feira, 12, foi de festa na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC/UFRN). Autoridades se reuniram para celebrar os 70 anos de atividades da principal unidade materno-infantil do estado, responsável pelo nascimento de grande parte dos filhos do Rio Grande do Norte. O momento teve cerimônia religiosa presidida pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, que expressou a importância de uma maternidade que, por iniciativa do médico Januário Cicco, foi criada com o propósito de cuidar da mãe pobre. A celebração contou ainda com parabéns, música ao vivo e bolo.

“Percorri o Brasil quando estava à frente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e, à época, afirmavam que a Maternidade Escola Januário Cicco era a melhor maternidade pública do país. Poderia ser uma afirmativa tendenciosa, uma vez que desenvolvi vários projetos como superintendente da casa, mas o relatório da Controladoria Geral da União, divulgado no mês passado, só veio ratificar minha afirmativa”, disse Kléber Morais, ex-superintendente da casa.

Realmente não é exagero o comentário do Dr. Kléber. Por ano, a MEJC realiza mais de 100 mil procedimentos, considerando consultas, exames, partos, pequenas cirurgias e internações. Para se ter uma ideia, só no ano passado nasceram 3.500 crianças na maternidade, dentro de um sistema de atendimento humanitário considerado de excelência.

Atualmente, a Maternidade conta com 128 leitos, 23 consultórios ambulatoriais, três salas de cirurgias ambulatoriais, seis salas de cirurgias hospitalares, três salas de recuperação, duas salas de parto normal e três consultórios médicos de urgência e emergência.

Além disso, a MEJC tem se consolidado como centro de referência para atenção à saúde, formação e aprimoramento profissional nas mais diversas áreas. É campo de prática para mais de 1.400 alunos de graduação e responsável pela inserção de 26 especialistas por ano no mercado de trabalho.

Possui ainda um Centro de Estudos e um Centro de Pesquisa Clínica e Laboratório Multiusuário de Pesquisa Translacional. Por ano, são realizados mais de 70 projetos de pesquisa nas áreas de graduação, residência, especialização, mestrado e doutorado, além de 30 ações de extensão.

“Que esse serviço não termine jamais, pois a MEJC já faz parte da história do estado e da UFRN”, disse o vice-reitor da UFRN, Henio Ferreira de Miranda, que participou da cerimônia nesta manhã.

O momento contou ainda com depoimentos de servidores da MEJC, que narraram suas trajetórias pessoais e exaltaram a relevância do serviço oferecido pela instituição no RN. O sonho de Januário Cicco foi compartilhado pelos seus sucessores, que, com o mesmo empenho e dedicação, contribuíram para o crescimento da unidade.

“Realmente, só temos a agradecer, sem distinção, a todos que, enfrentando dificuldades numa rede materno-infantil fragmentada do estado, permanecem vinte e quatro horas com as portas abertas, atendendo mulheres, bebês e suas famílias na saúde integral e, principalmente, na hora mais sublime da família, o nascimento”, reforçou a médica Maria Daguia de Medeiros, gerente de Atenção à Saúde.

Uma história antes da história

Antiga Maternidade de Natal, o casarão que hoje abriga a maternidade da UFRN, vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foi fundado em 19 de março de 1928. No entanto, foi ocupado como Quartel General e Hospital de Campanha ao Exército Brasileiro durante a II Guerra Mundial (1939-1945). A história da primeira Maternidade de Natal tem um nome idealizador: Januário Cicco – médico, escritor e humanista.

“Dr. Januário Cicco foi homem visionário que tinha o sonho de construir uma maternidade para a mulher pobre do estado, desde a viabilização do terreno até as mulheres que fizeram barracas e leilões para a construção. A maternidade foi um objetivo de vida para o Dr. Januário”, destacou o médico Iaperí Araújo, ex-superintendente da MEJC.

Sob a liderança de Januário e seus ideais de melhoria na saúde e na educação, após a II Guerra Mundial, o prédio foi devolvido e, depois de algumas reformas, foi inaugurado em 12 de fevereiro de 1950, quando a instituição recebeu o nome de seu idealizador.

Desde agosto de 2013, a MEJC faz parte da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), essa rede hospitalar foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a rede hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país. ​

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