Museu Câmara Cascudo recebe exposição inspirada no rio Potengi

A exposição Confluências apresenta vários caminhos que apontam para um único ponto: o rio Potengi. Com o objetivo de enaltecer a importância do rio como parte da história, da vida e das experiências da população potiguar, a professora Estrela Santos, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), orientou os 13 alunos do curso de Artes Visuais que, nesta quinta-feira, 13, a partir das 19h, exibirão seus trabalhos no Museu Câmara Cascudo (MCC) da UFRN. A exposição funciona, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h às 17h, e nos sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 18h.

Inspirada na interação do ser humano com o seu entorno, especificamente como parte do meio ambiente, a professora Estrela uniu pesquisas realizadas na área ambiental com um desejo pessoal de lançar um olhar afetuoso para o rio Potengi. As obras expostas são fotografias, vídeos e performances, percebidas desde o olhar até a sensibilidade do toque. A intenção é resgatar qualquer recordação afetiva que sirva como alerta para a poluição e o abandono que agora são a realidade do rio.

Paulista e morando no Rio Grande do Norte há 10 anos, a professora orientou os estudantes ao longo de três disciplinas do Departamento de Artes da UFRN: Corpo e espaço, Produção tridimensional II e Tópicos em arte contemporânea II. “A gente começou a partir do conhecimento prévio de cada aluno sobre o rio Potengi. Qual era a relação com o rio, o que ele representava, o que já havia vivenciado com ele e a partir disso reconstruímos e construímos histórias”, explica.

O processo criativo se deu a partir de um mapa afetivo que apresentava a proximidade ou o distanciamento de cada um dos alunos com o rio. A aluna Christina Bakker, por exemplo, gravou um depoimento do pai, que cresceu às margens do Potengi. Com os fones de ouvido e em contato com a água, a obra criada por ela proporciona ao visitante da exposição uma viagem emocionante ao passado de alguém que viveu diretamente ligado à natureza.

Já Darliany Quirino expõe uma obra tridimensional, antes apresentada no Departamento de Artes da UFRN, e agora, pela primeira vez, no Museu Câmara Cascudo. Através das oficinas, uma das atividades que a exposição proporciona, a jovem espera acender o interesse pela arte naqueles que vierem visitar. “Sinto-me muito confortável no museu, e quando se trata da exposição de uma obra minha, trata-se de mim. Acho ótimo que essas pessoas vejam um pouco mais do que eu sou e gosto de fazer”, comentou a jovem artista.

De acordo com o professor Everardo Ramos, diretor do Museu Câmara Cascudo, um dos principais objetivos é fazer com que o público conheça mais profundamente a história do estado do Rio Grande do Norte. “Todo natalense tem uma familiaridade com o rio, mesmo que distante. Então, a exposição traz a proposta de despertar para nós o olhar acerca do que está ao nosso redor e muitas vezes não percebemos”, finalizou o diretor.

Fonte: Ascom/MCC.

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