Nova tecnologia produzida na UFRN resulta em pedido de patente

A mistura dos pós de diamante e tântalo, processada usando tecnologia de altas pressões e altas temperaturas, produziu um novo material com propriedades especiais como alta dureza, elevada resistência à formação de trincas e deteriorações, além de reduzir o excesso de poros. Essa é a mais nova tecnologia objeto de pedido de patente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A nova tecnologia foi pensada para ser usada na fabricação de ferramentas de corte diamantadas. Na mistura, um importante diferencial em relação ao atual fluxo de produção é que, ao invés de utilizar o tântalo, a indústria utiliza como principais substâncias ligantes o ferro, níquel e cobalto. A utilização destes metais gera dificuldades para controlar o processo de produção, visto que possuem características como a alta diferença entre os coeficientes de expansão térmica, quando comparado com o diamante; tal situação tende a provocar a existência de microtrincas nas ferramentas. Por reduzir esses efeitos, o novo material desenvolvido por pesquisadores da UFRN possibilita uma maior eficiência e vida útil para as ferramentas avançadas a que ele se destina.

A patente é de autoria de Regina Bertília Dantas de Medeiros, Lucas Pires de Paiva Barreto, Meysam Mashhadikarimi, Marcello Filgueira, Uilame Umbelino Gomes, Diêgo Pires Gurgel e Mayara Adrielly Leal de Oliveira Rodrigues, que desenvolveram os estudos no âmbito dos programas de pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFRN, em Engenharia Química da UFRN e em Engenharia e Ciência dos Materiais da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), universidade que detém a cotitularidade da invenção. 

A parceria com a UENF já havia rendido dois outros depósitos de pedido de patente, o Corpo de diamante sinterizado com ligante de nióbio puro e o Compósito de corte de tripla camada formado por um substrato de metal duro e corpo de diamante sinterizado unidos através de uma interface, ambos na área de Engenharia de Materiais.

Números recordes em Propriedade Intelectual em 2019

O depósito do pedido desta patente passa a integrar o portfólio de ofertas tecnológicas da UFRN, disponível para acesso no site. A Instituição fechou 2019 com números recordes relativos à Propriedade Intelectual. 

De acordo com levantamento realizado pela Agência de Inovação (AGIR), os números de Programas de Computador depositados e as Marcas depositadas, respectivamente 41 e 18, suplantaram os registros dos anos anteriores, enquanto que os 31 Pedidos de Patente em 2019 igualaram os dados de 2017 e 2015. Contudo, as patentes efetivamente concedidas foram o destaque, pois a UFRN, desde a sua primeira concessão, em 2014, até 2018, recebeu nove patentes. Apenas em 2019, esse número saltou para 12.

Fonte: Ascom/Agir.