Pesquisa da UFRN descobre nova proteína biossurfactante

O mercado industrial alcançou mais uma alternativa de reparação de danos: os biossurfactantes. Essas moléculas são indicadas em diversas áreas de aplicação industrial, como na recuperação de áreas afetadas por derramamento de óleo. Um estudo realizado por pesquisadores da UFRN, e publicado no periódico Scientific Reports da revista Nature, descobriu uma nova proteína, caracterizada como biossurfactante, que possui potencial biológico a ser aplicado em diversos setores produtivos.  

O artigo intitulado MBSP1: a biosurfactant protein derived from a metagenomic library with activity in oil degradation (Uma proteína biossurfactante derivada de uma biblioteca metagenômica com atividade na degradação de óleo), é fruto da tese defendida pela professora Sinara Carla da Silva Araújo, do programa de Bioquímica da UFRN, sob orientação da professora Lucymara Fassarella Agnez Lima. Esse mesmo trabalho rendeu uma patente submetida no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).  

Utilizando a metodologia metagenômica e avaliando  todo o ambiente onde o microorganismo se encontrava, foi extraído o DNA de todos os organismos presentes. Com isso, foi identificado um novo gene relacionado com a produção de biossurfactantes e a degradação de hidrocarbonetos.  

Esse DNA ambiental foi extraído de amostras de solo coletadas nas margens do rio Jundiaí, em Natal/RN, e gerou uma biblioteca metagenômica. Durante o estudo, foi identificado o clone 3C6 positivo para a proteína biossurfactante e revelado um quadro de leitura aberto com alta semelhança e sequências, codificando uma proteína hipotética de espécies da família Halobacteriaceae.  

Tal proteína foi purificada e exibiu atividade biossurfactante. Devido a essas propriedades, a proteína foi chamada de proteína metagenômica biossurfactante 1 (MBSP1). Além disso, as células da cepa E. coli RosettaTM (DE3), transformadas com o clone MBSP1, mostraram um aumento na degradação de hidrocarbonetos alifáticos. A MBSP1 foi demonstrada como a primeira proteína com essas características, descritas nos domínios de Archaea ou Bacteria domains.

O Artigo está disponível neste link.

Fonte: Agecom/UFRN.

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