Professor do Ceres é contemplado com bolsa de produtividade CNPq

Com uma pesquisa voltada para Patrimônio Geomorfológico, o professor de Geografia do Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres), em Caicó, Marco Túlio Mendonça Diniz, foi contemplado com uma bolsa de produtividade em pesquisa concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A bolsa tem como proposta valorizar pesquisadores que possuam produção científica, tecnológica e de inovação de destaque em suas respectivas áreas do conhecimento e incentivar o aumento da produção científica, tecnológica e de inovação de qualidade. 

Para que a bolsa seja concedida, o pesquisador precisa atender a quatro critérios de julgamento, que são: mérito científico, originalidade e relevância do projeto para o desenvolvimento científico e tecnológico do país; a relevância, originalidade, repercussão e caráter inovador da produção científica, tecnológica, acadêmica e artística; a atuação do pesquisador na formação de recursos humanos; e inserção nacional e internacional do pesquisador e sua atuação em atividades em várias áreas, como gestão científica, tecnológica e acadêmica, e ainda participação em projetos e/ou redes de pesquisa. 

O CNPq avalia toda a trajetória do pesquisador, como perfil de liderança, currículo e publicações e, com base nesses aspectos, é que as bolsas são concedidas. Na UFRN, cerca de 180 professores são bolsistas de produtividade CNPq, ou seja, em torno de 8% dos docentes da instituição.

Para a pró-reitora de Pesquisa da UFRN, Sibele Berenice Castellã Pergher, a concessão de bolsas de produtividade do CNPq tem uma grande relevância para a instituição, pois é um selo de qualidade, um reconhecimento da qualidade do pesquisador, o que influencia em vários processos na UFRN, a exemplo da avaliação das pós-graduações, quando é levado em consideração a quantidade de bolsistas do CNPq que o programa possui.

E se tratando de um professor de um campus do interior, essa conquista tem uma dimensão bem maior. “O pessoal que está no campus do interior tem muito mais dificuldades de desenvolver suas atividades, por isso existem políticas da instituição que direcionam ações para essas unidades”, destaca a professora. Sibele destaca que a concessão dessa bolsa mostra que os campi do interior estão conseguindo desenvolver pesquisas de destaque e inovação. “O professor Marco Túlio é muito atuante. Não é a primeira vez que ele tentou essa bolsa e agora tem o reconhecimento de todo seu esforço”, reconhece.  

Para Marco Túlio, a concessão dessa bolsa é um reconhecimento de mérito do pesquisador. “É difícil conseguir a bolsa do CNPq e mais ainda para quem trabalha com pesquisa no interior, devido a maior dificuldade de deslocamento para participação em bancas em outras universidades e congressos científicos, uma vez que não há aeroporto em Caicó”, ressalta.

A pesquisa selecionada para receber a bolsa é realizada há dois anos e é inserida numas das áreas de inovação dentro da geografia — a de Patrimônio Geomorfológico. Marco Túlio reconhece que a sociedade já tem uma noção bem difundida de conservação do patrimônio natural no ponto de vista de proteção da vida, havendo uma preocupação em cuidar de animais em extinção, florestas, entre outros. Contudo, nessa nova área, a geodiversidade, que visa à proteção do patrimônio não vivo (rochas, paisagens, relevos), ainda tem muito campo a ser pesquisado. “É uma área bem promissora para pesquisa, com muitas lacunas ainda a serem preenchidas”, destaca.

A bolsa vai possibilitar uma ampliação nas pesquisas sobre o Patrimônio Geomorfológico. Inicialmente, o professor Marco Túlio, que coordena o Laboratório de Geoprocessamento e Geografia Física (Laggef), receberá a bolsa por 36 meses, com possibilidade de renovação para outros períodos, dependendo de sua produção científica, tecnológica e de inovação.

Fonte: Agecom/UFRN;

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