UFRN amplia parceria contra hanseníase em Mossoró

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Instituto de Medicina Tropical (IMT), reforçou parceria com a Prefeitura de Mossoró, para ampliar as ações de controle de algumas doenças endêmicas do município, principalmente a hanseníase. Mossoró é o município com mais casos notificados no Rio Grande do Norte, com uma taxa de incidência de 16,7 confirmações para cada 100 mil habitantes, número que é quatro vezes maior do que o da região metropolitana de Natal. 

Em reunião com a prefeita Rosalba Ciarlini, a médica Selma Jerônimo, diretora do IMT, assegurou apoio para a capacitação de Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias, além de outros profissionais da Saúde, no sentido de ampliar as ações deste trabalho. Até maio, a Prefeitura pretende inaugurar o Centro de Dermatologia Tropical, espaço dedicado a doenças dermatológicas que terá grande importância no controle da hanseníase. A unidade, que funcionará contígua ao Centro Clínico Professor Vingt-Un Rosado (PAM do Bom Jardim), receberá o nome da médica dermatologista Márcia Sousa, falecida ano passado, que lutava pelo controle da hanseníase nessa região.

Uma questão importante levantada pela professora Selma, e reforçada pela prefeita Rosalba Ciarlini, é a necessidade de convidar todas as universidades instaladas no município com cursos na área de saúde, sobretudo as públicas — UERN e Ufersa —, para que possam oferecer campos de estágios e bolsistas voluntários para contribuírem com esse trabalho. Rosalba falou do empenho da Prefeitura em realizar o mapeamento, o tratamento e o diagnóstico da hanseníase, mas lembrou que, por se tratar de uma doença endêmica, é preciso a união de forças. “Quanto antes se detecta a doença, mais fácil tratar”, reforçou.

Selma Jerônimo adiantou que, já nos próximos dias, representantes da Prefeitura irão a Natal para fechar essa nova colaboração com o IMT e o Departamento de Infectologia da UFRN e iniciar o planejamento estratégico para atuação da prevenção de doenças dermatológicas nos próximos quatro anos na 2ª região de saúde do estado. “A gente quer consolidar essa parceria, que já mantemos com Mossoró há pelo menos 15 anos, e construir, com a Secretaria de Saúde, estratégias para essas doenças que estão presentes em Mossoró, que é parte também da iniciativa do Instituto de Medicina Tropical da UFRN”, completou Selma.

Outras preocupações

Ainda na reunião desta quarta-feira, Rosalba informou sobre o projeto para lançar um programa para diagnóstico da leishmaniose, outro problema sério de Mossoró, bem como iniciar a detecção da esporotricose, doença em expansão no RN. A prefeita falou da necessidade de fortalecer o Centro de Controle de Zoonose (CCZ) para assegurar o controle populacional e ampliar o cuidado dos animais, vítimas dessas doenças

Fonte: Agecom/UFRN. 

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