UFRN presta consultoria à empresas do Seridó para fabricação de máscaras

Com o suporte da Agência de Inovação (AGIR) da UFRN e a participação de integrantes dos programas de pós-graduação em Engenharia Têxtil (PpgET) e em Ciência e Engenharia de Materiais (PpgCEM), ambos da UFRN, e do Laboratório de Física Atmosférica da USP, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está dando suporte às diversas empresas de confecções do estado do RN, principalmente aquelas ligadas às facções do Seridó, no que tange ao melhor e mais adequado material para a fabricação de máscaras de proteção.

O grupo fornece pareceres a partir de um estudo com diferentes materiais têxteis, tais como, Tecidos não tecidos (TNTs), tecidos e malhas diversas, possíveis de serem utilizados na confecção de máscaras. Um dos coordenadores da iniciativa, o professor José Ivan de Medeiros pontuou que, além de 78 empresas localizadas no Seridó, a consultoria também beneficia gratuitamente instituições como a Polícia Civil do Estado do RN e prefeituras municipais.

“Frente a situação de pandemia, e ocasionado pela falta de EPIs no mercado, especialmente máscaras, nós do Programa de Pós-graduação em Engenharia Têxtil (PPgET), estudamos os diversos materiais têxteis a fim de dar respostas à comunidade no sentido de orientá-los quanto aqueles que ofereçam melhor barreira de proteção, bem como de velocidade de propagação do vírus. Quanto aos EPI´s para uso hospitalar, temos dado suporte outros setores da comunidade no sentido de orientá-los quanto aos materiais substituintes bem como ao correto design da máscara aos hospitais Onofre Lopes (HUOL), Liga Norte Rio Grandense contra o Câncer e Unimed”, explicou José Ivan.

O diretor da AGIR, Daniel de Lima Pontes, elencou que a iniciativa do estudo começou a tomar forma a partir de um contato realizado pelo Ministério Público Estadual (MPE) no mês de abril. Na oportunidade, preocupado com a falta do material de proteção, o MPE procurou a UFRN para discutir a possibilidade de encontrar materiais alternativos para servir de referência para indústrias que quisessem assumir a produção. “Atuamos, a partir de então, na busca por patentes de máscara e na identificação de pessoas na Universidade com expertise nessa área, os colocando em contato com integrantes do Ministério Público para que pudessem contribuir fornecendo pareceres com orientações a respeito de tecidos escolhidos, e de como confeccionar a máscara”.

Participando também de grupos de discussão formados pelo Governo do Estado do RN para enfrentar diferentes aspectos da pandemia, além de José Ivan, temos, da UFRN, Edson Ito, Débora Fontes e Igor Zumba, além de Henrique Barbosa, este vinculado à Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Ascom/Agir.