Por Bruno Cássio – Assessor de Comunicação da Funpec (Ascom/Funpec)
Aos 68 anos de idade, a aposentada Arlene Dantas vive a descoberta de um novo universo: o mundo digital. Dona Arlene está entre os alunos atendidos pelo ProEIDI, o Projeto de Extensão Inclusão Digital para Idosos, que completa, nesta semana, 10 anos de existência. As aulas, ministradas aos sábados, mudaram a forma como ela encara o acesso aos serviços digitais. “A tecnologia chegou para a gente evoluir; o acesso a bancos me deixava um pouco insegura, mas, com o curso do ProEIDI, não fico mais dependendo de outras pessoas para resolver meus problemas bancários”, disse, entusiasmada.

Criada em 2016 no Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (IMD/UFRN), a iniciativa surgiu na disciplina “TI e Sociedade”, a partir de uma proposta de alunos do Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI). O projeto ensina pessoas com mais de 60 anos a utilizar aplicativos, compreender o pensamento computacional e dar os primeiros passos em inteligência artificial. Há três anos, a ação conta com o apoio financeiro da Funpec.
Na tarde desta terça-feira (3), durante a abertura das comemorações, o diretor-presidente da Funpec, Aldo Dantas, destacou a intenção de dar continuidade à parceria. “Quando a Funpec apoia o ProEIDI, estamos investindo em inovação, em produção acadêmica e, acima de tudo, na cidadania plena e digital, além da qualidade de vida da nossa sociedade; reafirmo aqui o compromisso da Funpec com esta parceria, com o desejo de que ela continue gerando frutos tão valiosos”, destacou Aldo Dantas ao descrever a relevância do projeto, que une ensino, pesquisa e extensão.
Para Isabel Nunes, professora do IMD/UFRN e coordenadora do ProEIDI, o suporte da fundação é fundamental. “A Funpec cumpre um papel muito importante para nós; acreditar que também fazemos inovação e que impactamos a vida das pessoas fora da universidade é algo que levamos muito em consideração. Agradecemos imensamente a participação da Funpec em todo esse processo.”

Isabel reconheceu o papel do voluntariado para a realização das atividades. Até hoje, alunos de graduação integram o corpo de voluntários e, dessa forma, têm seus primeiros contatos com a docência. “O que nos dá ainda mais satisfação é saber que não fomos nós, professores, que criamos o ProEIDI, mas sim a inquietação dos nossos estudantes que permanecem conosco ao longo desses dez anos”, concluiu.