Por Bruno Cássio – Assessoria de Comunicação da Funpec (Ascom/Funpec)
Um dia para guardar na memória e celebrar um dos laboratórios que mais têm se destacado na história recente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Na manhã desta terça-feira (14), foi descerrada a placa que marcou a inauguração do Laboratório de Sistemas Metal-Cerâmica (LSMC), unidade apoiada pela Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec). Na placa, destaca-se a missão do centro: “produzir e difundir conhecimento científico e tecnológico em materiais e nanotecnologia, formando profissionais qualificados e desenvolvendo soluções inovadoras e sustentáveis em interação com a sociedade e o setor produtivo”.
Embora tenha sido criado em 2020 como unidade do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMAT/UFRN) e iniciado sua efetiva operação em 2022, o laboratório não contou com uma solenidade inaugural naquele período. Em 2026, aproveitando o ciclo de reformas e melhorias estruturais, a coordenação do LSMC/UFRN decidiu promover este momento de integração entre docentes, pesquisadores e bolsistas de diversos níveis acadêmicos. Segundo o coordenador do laboratório e vice-diretor da Funpec, Eduardo Martinelli, a placa possui um propósito que vai além da decoração.
“Em todos os lugares que visitamos, as placas são importantes para esclarecer ao público interno e externo o que é produzido naquele espaço e o impacto disso para a sociedade”, enfatizou Martinelli durante seu discurso. “Estamos inseridos em um contexto nacional de estratégias de inovação e no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRN; tudo isso é executado em unidades como esta, o que demonstra onde a instituição e o nosso país pretendem chegar em termos de inovação e desenvolvimento econômico e social”, declarou o professor, reforçando a relevância do LSMC.

A doutoranda Camila Louyse Oliveira da Rocha está entre os jovens talentos lapidados ao longo dos anos de funcionamento do laboratório, contribuindo significativamente com pesquisas para o setor de petróleo. “Meu trabalho consiste na recuperação avançada de petróleo, basicamente o terceiro estágio da produção de um poço; trabalho com uma técnica química utilizando nanopartículas de alumina, um óxido de alumínio, que interagem com o petróleo, alterando sua viscosidade e as propriedades da rocha do reservatório; isso permite extrair mais óleo de poços que já não são tão produtivos”, explicou.
O crescimento do LSMC é notável: dos menos de cinco integrantes iniciais, o laboratório conta hoje com mais de 20 pesquisadores, desde a iniciação científica até a pós-graduação. A equipe dispõe de equipamentos de ponta, capazes de acelerar processos que antes levariam dias. A evolução tecnológica e a produção de conhecimento em áreas como energias renováveis e limpas (incluindo o hidrogênio verde) são constantes na unidade. “É fundamental termos esses registros para deixar claro que a gestão científica e acadêmica precisa de continuidade, experiência e perseverança”, destacou Rubens Maribondo, pesquisador do laboratório e pró-reitor de Pós-Graduação da UFRN, ao defender o legado construído.

As autoridades presentes também ressaltaram o papel da Funpec no apoio aos estudos do LSMC e na conexão que a fundação estabelece entre a universidade e o mercado. A diretora do Centro de Tecnologia da UFRN, Carla Maitelli, pontuou: “o papel da Funpec é essencial para o desenvolvimento das nossas pesquisas, para a renovação dos nossos recursos humanos e, principalmente, para o suporte à nossa infraestrutura como um todo, tanto física quanto de pessoal”.