Por Bruno Cássio – Assessoria de Comunicação da Funpec (Ascom/Funpec)
Estudar o corpo humano causa fascínio, principalmente para os alunos dos cursos de graduação em áreas ligadas à saúde e às biociências. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o processo de ensino e aprendizagem desses estudantes ganhou um grande reforço da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec). Por meio de uma parceria com o Laboratório de Plastinação (LabPlast) da UFRN, foram doados 150 litros de polímeros, um tipo de material sintético usado para a conservação das peças anatômicas.
A plastinação é uma técnica de preservação que mantém partes do corpo humano quase como eram em vida. O método consiste em substituir a água e a gordura presentes nos tecidos por polímeros. O resultado são peças secas, sem cheiro e que mantêm a forma e os detalhes naturais. O coordenador do LabPlast/UFRN, Expedito Silva do Nascimento Júnior, comemora a colaboração: “Para nós, foi fantástica essa parceria, porque conseguimos fazer a aquisição de 150 litros de polímeros; isso vai dar uma sobrevida de aproximadamente três anos ao funcionamento do Laboratório”.

A cada semestre, pelo menos 800 acadêmicos da UFRN passam pelo Laboratório de Plastinação. “Com a qualidade do material que recebemos, é possível plastinar em menos tempo. O processo que duraria, em média, um ano com o produto usado em outros laboratórios brasileiros, pode ser reduzido para três meses, permitindo disponibilizar a peça mais rapidamente para os estudos”, esclarece Expedido Júnior.
O diretor-presidente da Funpec, Aldo Dantas, conclui que a ação vai além dos muros da universidade: “Esse é o tipo de cooperação que impacta não apenas o ambiente acadêmico e de pesquisa, mas contribui com a formação de profissionais mais qualificados para atender às demandas da sociedade”, declarou.

Sobre o LabPlast
O Laboratório de Plastinação (LabPlast), localizado no Campus Central da UFRN, foi inaugurado em 2019 e ostenta o marco de maior complexo do gênero em toda a América Latina.
Embora a técnica de plastinação já seja utilizada com maestria por diversas instituições no Brasil, a UFRN deu um passo inédito. A universidade potiguar tornou-se a primeira do país a construir um laboratório projetado, desde a sua planta original, exclusivamente para essa finalidade.